The-2006-Academy-Awards-voters-have-an-extra-week-2

Dessa vez foi por pouco que Hollywood teve sua mais grandiosa festa, como o próprio apresentador John Stewart brincou no início da cerimônia dizendo “Nossa, vocês estão aqui!”. Ainda bem que os roteiristas não foram burros o suficiente para vetar o Oscar.

Hollywood é, sem dúvida, o maior centro do cinema, o ponto focal dos holofotes. Mas algo chamou muita atenção nos contemplados desse ano: a grande vitória dos NÃO-americanos. A Europa dominou o recebimento do pequeno notável de ouro. Os fortes americanos tiveram que se render aos outrora “fracos” europeus.

Juno conseguiu um grande feito. Além de ter tido um orçamento baixíssimo comparado aos filmes Hollywoodianos, obteve várias indicações, inclusive Melhor Filme, Melhor Atriz (com a ótima – e jovem – Ellen Page) e Melhor Roteiro Original. Neste último conseguiu arrebatar o Oscar com a excêntrica Diablo Cody, uma ex-stripper que resolveu escrever um roteiro de filme adolescente. Eu nunca imaginaria que a Academia reconheceria uma roteirista com esse estereótipo.

O prêmio de Melhor Filme estava bem disputado. Os dois principais concorrentes eram “There will be Blood” (Sangue Negro) e “No country for old men” (Onde os fracos não têm vez), e “Onde os fracos não têm vez” levou a estatueta de Melhor Direção e Melhor Filme. Mais um filme com tema violento leva o prêmio máximo, assim como ‘Crash’ e ‘Os Infiltrados’. Será que a Academia está se tornando previsível nesse quesito?