Cinema


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Dessa vez foi por pouco que Hollywood teve sua mais grandiosa festa, como o próprio apresentador John Stewart brincou no início da cerimônia dizendo “Nossa, vocês estão aqui!”. Ainda bem que os roteiristas não foram burros o suficiente para vetar o Oscar.

Hollywood é, sem dúvida, o maior centro do cinema, o ponto focal dos holofotes. Mas algo chamou muita atenção nos contemplados desse ano: a grande vitória dos NÃO-americanos. A Europa dominou o recebimento do pequeno notável de ouro. Os fortes americanos tiveram que se render aos outrora “fracos” europeus.

Juno conseguiu um grande feito. Além de ter tido um orçamento baixíssimo comparado aos filmes Hollywoodianos, obteve várias indicações, inclusive Melhor Filme, Melhor Atriz (com a ótima – e jovem – Ellen Page) e Melhor Roteiro Original. Neste último conseguiu arrebatar o Oscar com a excêntrica Diablo Cody, uma ex-stripper que resolveu escrever um roteiro de filme adolescente. Eu nunca imaginaria que a Academia reconheceria uma roteirista com esse estereótipo.

O prêmio de Melhor Filme estava bem disputado. Os dois principais concorrentes eram “There will be Blood” (Sangue Negro) e “No country for old men” (Onde os fracos não têm vez), e “Onde os fracos não têm vez” levou a estatueta de Melhor Direção e Melhor Filme. Mais um filme com tema violento leva o prêmio máximo, assim como ‘Crash’ e ‘Os Infiltrados’. Será que a Academia está se tornando previsível nesse quesito?

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Cris Johnson é um mágico de Las Vegas que possui o dom de prever alguns minutos do futuro próximo. Esta habilidade o ajuda em seu trabalho e t ambém nas mesas de blackjack dos cassinos, onde consegue uma boa quantia. Os guardas da segurança de um cassino estão de olho nele, tentando descobrir qual é o truque que Cris usa com as cartas e que lhe dá tanta sorte. Paralelamente a agente Callie Ferris o procura para que a ajude a impedir um ataque terrorista em Los Angeles. Porém à medida que o tempo passa a ameaça de uma explosão nuclear torna-se mais real, fazendo com que Cris seja a peça-chave para impedir que uma tragédia ocorra.

Confesso que essa sinopse não tinha me animado muito. Qual é a originalidade disso? Um cara que consegue prever até 2 minutos do seu próprio futuro? Não podia se bom. E como eu estava enganado.

É muito divertido ver as formas que ele usa seus poderes, seja pra evitar levar um tiro ou analisando as possibilidades de como chegar no provável amor de sua vida.

Nicolas Cage está perfeito no papel, como sempre, e Jessica Biel também não fica atrás.

Infelizmente o filme não fez o sucesso que merecia, outros filmes que fizeram nome esse ano não chegam ao pés de ‘Next’. Um dos melhores filmes do ano, absolutamente.

O final pode decepcionar algumas (poucas) pessoas, mas com certeza um filme que vale muito a pena ser visto. Vá agora!

Here is the thing about the future, every time you look at, he changes because you looked at and that changes everything else.

                                                                                                (Cris Johnson)

 

NOTA: 8,7/10